Economia de Água

Água: a fonte da vida, mas em breve insuficiente para toda a população

O consumo mundial de água aumentou cerca de seis vezes no século 20, em decorrência, principalmente, do elevado crescimento populacional e do uso indiscriminado de água para a irrigação e a indústria. Outro motivo consiste na poluição dos mananciais, ligada aos despejos produzidos pelas indústrias e agricultura, bem como pela falta de saneamento, dando subsidio a previsões de que, em 2050, uma em cada quatro pessoas viverá num país com problemas de desabastecimento de água. 

O Saneamento básico como solução para a escassez de água e a saúde da população

Atualmente, cerca de 2,4 bilhões de pessoas vivem sem saneamento básico, de forma que cada litro de esgoto produzido e não tratado é capaz de contaminar pelo menos outros 10 litros de água limpa, causando doenças que matam milhões de indivíduos em todo o mundo. O excesso de consumo e a poluição podem comprometer o acesso do brasileiro à água, tornando necessária a mudança nas atitudes de consumo a fim de conservar esse recurso.

Conscientização socioambiental também como solução para escassez de água

Cabe também as organizações promoverem a conscientização socioambiental da comunidade onde atuam e da sociedade em geral. Isso porque a questão ambiental diz respeito a cada um de nós. Nesse início do século 21, a expectativa é de que cerca de um terço dos países do mundo sofrerá com a escassez permanente de água. Para que a água continue sendo potável e suficiente para todos, a a população precisa se conscientizar da importância dela para as suas vidas e mudar seus hábitos. A água não é um bem de consumo, portanto não deve ser tratada como tal. Na verdade, trata-se de um recurso natural essencial para a vida e cada vez mais ameaçado.

A maior parte da água doce existente no mundo está concentrada em apenas dezenove países. E o Brasil é uma das nações privilegiadas, pois possui 13,7% da água doce do planeta, embora sofra com problema de concentração dos mananciais: 70% encontram-se na região Norte. O consumo de água em nosso país divide-se da seguinte forma: 59% são destinados à agricultura, 22% para uso doméstico e 19% para uso industrial.

Confira abaixo algumas ideias básicas para redução do consumo de água:

Fechar a torneira ao escovar os dentes -  cada vez que sete pessoas fecharem a torneira ao escovar os dentes, haverá uma economia de aproximadamente, 112 litros de água tratada, o que é suficiente para atender as necessidades diárias de uma criança.

Usar uma bacia para lavar a louça – ao lavar a louça durante 15 minutos com a torneira aberta, em um apartamento, onde a pressão da água é maior do que em uma casa, gastam-se 240 litros de água. Mas se for usada uma bacia cheia d’água, ou a própria pia, para ensaboar a louça e abrir a torneira somente para o enxágue, será possível reduzir esse tempo para 5 minutos e, consequentemente economizar 160 litros.

Não usar o vaso sanitário como lixo – quando se aciona a descarga para se livrar de algum resíduo, como pontas de cigarro, por exemplo, 10 litros de água tratada de boa qualidade descem pelo ralo.

Não utilizar o esguicho para limpar a calçada – ao varrer o quintal ou a calçada, deve-se lembrar que a cota individual da água de cada cidadão é pequena, devendo-se utilizar a vassoura e não a mangueira.

Eliminar vazamentos – grande quantidade de água é desperdiçada no Brasil em vazamentos. Assim, se um cano tiver, por exemplo, um buraco de apenas 2 milímetros, o vazamento de água, ao longo de um ano, será de cerca de 1,15 milhão de litros.

Reduzir o tempo de banho – se 1 milhão de famílias reduzissem a ducha diária de 12 para 6 minutos, tornando desnecessária a construção da usina nuclear.

Não despejar o óleo usado na cozinha diretamente no ralo da pia – despejar o óleo pelo ralo entope a rede de esgoto e contamina os rios. A melhor opção é coá-lo, guardá-lo em uma garrafa, e quando encher entregar para uma entidade ou pessoas que fazem sabão com o óleo usado.

Eficiência Energética

Para entendermos como as ações nessa área são imprescindíveis para mitigarmos o uso dos recursos naturais, precisamos saber o que significa. Eficiência energética consiste em obter o melhor desempenho na produção de um serviço com o menor gasto de energia.  Por definição, a eficiência energética consiste da relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização.  É importante ressaltar que se eficiência é fazer mais com menos, ao apagar a luz, fechar a geladeira, ou tomar banho frio, na verdade, você está poupando energia. Embora o resultado final pareça o mesmo (redução da conta), a confusão entre os conceitos deve ser desfeita. Afinal, uma lâmpada apagada não é mais eficiente que uma acesa.

Agora, se avaliarmos a lâmpada LED, que pode apresentar redução de até 90% do consumo, com o mesmo nível de iluminação de lâmpadas incandescentes, temos um exemplo do que significa esta atitude. No entanto, este conceito não está associado apenas à eletricidade.

Anualmente, estima-se que 10% da energia gerada no Brasil seja desperdiçada pelos aparelhos que utilizamos na forma de calor, o Efeito Joule, e não realizam a sua função original. Aparentemente, estaríamos isentos desta perda, no entanto, veja estes questionamentos, “você se importou em pagar um pouco mais naquela eletrodoméstico que contém um selo PROCEL, garantindo que o produto consume menos energia?”, ou ainda, “na hora de comprar seu carro verificou se ele tinha o selo CONPET, para que estivesse economizando no futuro?”

Outros fatores mais sutis explicam muitos desperdícios. Um construtor barateia a construção não isolando o "boiler" e os canos de água quente, pois quem pagará pelo desperdício será o consumidor. Vale notar que esses efeitos se multiplicam à medida que a energia vai migrando por todos os setores da economia.

NA RESIDÊNCIA

Confira os gastos de alguns eletrodomésticos por mês:

Cooktop (68,55 kWh por mês)

Geladeira de duas portas frost-free (56,88 kWh por mês)

Lavadora de louças (30,86 kWh por mês)

Geladeira de uma porta (25,2 kWh por mês)

Forno elétrico (15 kWh por mês)

Micro-ondas (13,98 kWh por mês)

Ferro elétrico a vapor (7,2 kWh por mês)

Lavadora de roupas com tampa superior, de 10,1 a 16 kg  (de 0,15 a 0,47 kWh por ciclo de lavagem)

Lavadora de roupas com frontal, de 7 a 14 kg (de 0,13 a 0,38 kWh por ciclo de lavagem)

Tanquinho, de 5,1 a 10 kg (de 0,02 a 0,15 kWh por ciclo de lavagem)

O Selo Procel e as classificações

O Selo Procel de Economia de Energia, ou simplesmente Selo Procel, tem como finalidade ser uma ferramenta simples e eficaz que permite ao consumidor conhecer, entre os equipamentos e eletrodomésticos à disposição no mercado, os mais eficientes e que consomem menos energia. Criado pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Procel, programa do Governo Federal executado pela Eletrobrás, o Selo Procel foi instituído por Decreto Presidencial em 8 de dezembro de 1993. 
A partir de então, foram firmadas parcerias junto ao Inmetro, a agentes como associações de fabricantes, pesquisadores de universidades e laboratórios, com o objetivo de estimular a disponibilidade, no mercado brasileiro, de equipamentos cada vez mais eficientes. Para isso, são estabelecidos índices de consumo e desempenho para cada categoria de equipamento. Cada equipamento candidato ao Selo deve ser submetido a ensaios em laboratórios indicados pela Eletrobrás. Apenas os produtos que atingem esses índices são contemplados com o Selo Procel. 
Então, ao adquirir um novo equipamento, procure sempre pelo Selo! Além de contribuir para o consumo sustentável de energia, você também vai economizar na conta de luz.

Procel Edifica

O Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações – PROCEL EDIFICA foi instituído em 2003 pela ELETROBRAS/PROCEL e atua de forma conjunta com o Ministérios de Minas e Energia, o Ministério das Cidades, as universidades, os centros de pesquisa e entidades das áreas governamental, tecnológica, econômica e de desenvolvimento, além do setor da construção civil.
O PROCEL promove o uso racional da energia elétrica em edificações desde sua fundação, sendo que, com a criação do PROCEL EDIFICA, as ações foram ampliadas e organizadas com o objetivo de incentivar a conservação e o uso eficiente dos recursos naturais (água, luz, ventilação etc.) nas edificações, reduzindo os desperdícios e os impactos sobre o meio ambiente.
O consumo de energia elétrica nas edificações corresponde a cerca de 45% do consumo faturado no país. Estima-se um potencial de redução deste consumo em 50% para novas edificações e de 30% para aquelas que promoverem reformas que contemplem os conceitos de eficiência energética em edificações.

Confira ações simples que farão diferença na sua conta de energia elétrica:

• Desligue o interruptor de luzes ao sair de um determinado ambiente.

• evite acender a luz durante o dia. Sempre que possível, utilize a iluminação natural abrindo janelas e cortinas.

• Desligue a televisão quando ninguém estiver assistindo. A televisão representa de 5% a 15% do consumo de uma residência.

• Evite ligar torneiras elétricas no verão, quando a água está mais quente.

• Sabemos que a água entra em ebulição, normalmente, a 100°C. Por isso, não adianta deixar o fogo alto ao preparar alimentos, pois a comida não cozinhará mais depressa. Cozinhe sempre em fogo baixo, assim você economizará gás.

• Quando o calor não estiver intenso, use um ventilador de teto ao invés do ar condicionado, pois o ventilador de teto gasta menos energia.

• Use lâmpadas LED, são as mais eficientes e econômicas atualmente.

• Procure comprar eletrodomésticos de baixo consumo energético e que possuam o selo do Procel, sendo a classificação: “A” (muito eficiente) e “E” (pouco eficiente)

• Desligue seus eletrodomésticos. Não deixe seus aparelhos em “standby”, pois as luzinhas vermelhas gastam energia.

• No inverno, regule a temperatura interna da geladeira e do freezer, pois ela não precisa ser tão baixa quanto no verão.

• Desligue a geladeira e o freezer quando viajar e se ausentar de sua casa por tempo prolongado.

• Tome banhos rápidos e dê preferência ao chuveiro, pois um banho de banheira consome mais energia e água que um banho de chuveiro.

• Coloque o chuveiro na posição “verão” quando o tempo estiver quente, pois o consumo de energia elétrica é 30% menor do que na posição “inverno”.

• Pendure a roupa ao invés de usar a secadora.

• Acumule bastante roupa para passar de uma só vez. Evite ligar o ferro várias vezes ao dia.

• Desligue o ferro de passar roupas da tomada quando não estiver em uso, pois sempre há consumo de energia.

• Deixe as roupas mais leves para passar por último, com o ferro já desligado, pois ele ainda estará quente.

• Desligue sempre o computador e o monitor quando for ficar muito tempo sem utilizá-lo.

• Quando precisar substituir seu velho monitor por um novo, dê preferência a um monitor de LED, que é mais econômico; além de ocupar menos espaço.

• Lembre-se sempre de desligar o ar condicionado ao se ausentar por mais de uma hora do local.

• Ao usar o ar condicionado, deixe sempre as portas e as janelas fechadas.

• Procure sempre deixar o filtro de seu ar condicionado limpo, pois quando ele está sujo representa muito mais gás carbônico na atmosfera.

• Retire o carregador do celular da tomada quando não estiver sendo usado, pois ele continua consumindo energia só por estar na tomada.

• Procure pintar os cômodos de sua casa com cores claras, que refletem a luz do sol e mantêm o ambiente claro por mais tempo.

• Evite utilizar papel alumínio, pois a transformação da bauxita em alumínio desperdiça muita energia. Além disso, a sua extração destrói grandes extensões de florestas.

• Escolha as frutas e os legumes da estação, que são mais saborosos e sua produção necessita de menos energia (combustível) com o transporte.

• Evite deixar aquecedores ligados por muito tempo.

• Use, quando possível, aparelhos que não precisem de pilhas. Use aparelhos movidos à energia solar.

• Use mais a escada ao invés do elevador. Assim, você faz um bom exercício e economiza energia.

• Abra a geladeira o menor número possível de vezes, cada vez que ela é aberta, perde ar frio e é invadida pelo ar quente de fora, o que lhe exige um esforço extra para refazer a temperatura anterior.

• Verifique o estado da borracha que veda o ar da sua geladeira. Falhas e folgas nessa borracha causam aumento do consumo de energia.

 

 

Resíduos Recicláveis e Orgânicos

A Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei nº 12.305 de 02/08/2010) é norteada por 11 objetivos, entre os quais estão 3 objetivos fundamentais:

I. Não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e a disposição final adequada;

II. Adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar impactos ambientais;

III. Incentivo a indústria de reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados.

 

Antes de iniciarmos, é importante esclarecermos o conceito de resíduos: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede públicas de esgotos ou em corpos d´água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviável em face da melhor tecnologia disponível.

Já os rejeitos são os resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentam outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada, que são os aterros.

 

Pois bem, todos nós estamos sujeitos a cumprir o que prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos, desde o fabricante, até o consumidor.

Nossa ideia, para cumprirmos com a nossa parte, é partir do princípio de Emissão ZERO, otimizando os recursos naturais em todo o processo, para que sempre que possível não gere resíduos. É importante REPENSAR se precisamos de determinados produtos e, inclusive, RECUSAR produtos provenientes, por exemplo, de trabalho escravo ou produzido por crianças que são obrigadas a trabalhar.

 

O Instituto Akatu desenvolveu um teste com perguntas simples e interessantes para utilizarmos antes das compras:

1. Realmente precisamos de determinados produtos que compramos ou ganhamos?

2. Compramos produtos duráveis/resistentes/recarregáveis, evitando comprar produtos descartáveis?

3. Evitamos a compra de produtos que possuem elementos tóxicos ou perigosos?

4. Quanto tempo destinamos ao consumo?

5. Lemos os rótulos dos produtos para conhecer as suas recomendações ou informações ambientais?

6. Usamos detergentes e produtos de limpeza biodegradáveis?

7. Sabemos se compramos produtos provenientes de trabalho escravo ou produzidos por crianças que são obrigadas a trabalhar?

8. Damos preferência a produtos e serviços que não agridem ao ambiente tanto na produção, quanto na distribuição, no consumo e no descarte final?

9. Compramos produtos de origem duvidosa?

10. Evitamos a compra de caderno e papéis que usam cloro no processo de branqueamento?

11. Pegamos emprestado ou alugamos aparelhos/equipamentos que não usamos com frequência, em vez de comprá-los?

12. Evitamos as pilhas de alto teor de chumbo, cádmio e mercúrio?

13. Exigimos, juntamente com outros consumidores, produtos sem embalagens desnecessárias, assim como vasilhames?

14. Escolhemos produtos de empresas certificadas, isto é, que desenvolvam programas socioambientais e/ou que sejam responsáveis pelo produto e embalagens após o consumo?

 

Caso, após esta etapa, realizemos a compra do produto, partimos para as seguintes perguntas: 

Este produto precisa gerar resíduos? Será que posso modificar algo para que isso não aconteça?

Responder estas perguntas pode nos levar a REDUZIR e adotar as seguintes atitudes:

1. Comprar somente o necessário;

2. Comprar produtos duráveis;

3. Adotar um consumo mais racional e não por impulso;

4. Comprar produtos que tenham refil;

5. Diminuir a quantidade de pacotes e embalagens;

6. Dividir com outras pessoas alguns materiais como jornais, revistas e livros;

7. Levar sacolas ou carrinhos de feira para carregar compras, em substituição às sacolas plásticas oferecidas pelas lojas e supermercados.

Como, certamente não conseguiremos atingir 100% de redução, partiremos para REUTILIZAR.

Reutilização: processo de aproveitamento do material, utilizando-o com a mesma função, portanto, sem sua transformação biológica, física ou físico-quimíca. (EM CAIXA)

 

Aqui temos algumas possibilidades para colocar em prática esta ação:

1. Compramos produtos cujos frascos e embalagens são reutilizáveis e/ou recicláveis;

2. Guardamos, para uso posterior, envelopes que já foram usados, mas que continuam perfeitos; para guardar documentos ou fotografias

3. Fazemos a limpeza em objetos antigos, sem uso, para começar a reutilizá-los;

4. Consertamos brinquedos, equipamentos, roupas;

5. Aproveitamos objetos para fazer arte e bijuterias;

6. Utilizamos potes de vidro, que são ótimos para armazenar alimentos;

7. Utilizamos potes de plástico, que são boa opção para guardar pregos, parafusos, chips, etc;

Se mesmo após essa mudança de comportamento seja necessário descartar o material, que seja de forma segregada (separação de resíduos plásticos, metálicos, de papel, de vidro etc), possibilitando ainda RECICLAR.

RECICLAGEM: efeito de recuperar a parte útil dos resíduos e reintroduzi-la no ciclo de produção para transformação em insumos ou novos produtos. Aqui assistimos a alterações física, físico-química e biológicas. (EM CAIXA)

 

E o que podemos reciclar?

 

É importante esclarecer que quanto mais acondicionado estiver o resíduo, mais aumenta a chance de reciclá-lo. Para tanto, a necessidade de coletores adequados para cada tipo e quantidade de descarte.

Na figura acima é possível identificar quais são as cores dos coletores compatíveis com a segregação de cada tipo de resíduo.

A reciclagem também evita o processo de incineração, que consiste na queima de lixo, visando à redução de quantidade. Esta atividade é altamente desaconselhável devido à liberação de gases tóxicos que prejudicam tanto ao meio ambiente, quanto a saúde humana.

Outro ponto de destaque é o desenvolvimento da tríade, crescimento econômico, equidade social e proteção ambiental possibilitada por esta prática. 

Confira aqui os dias de coleta seletiva em Santos.

 

Recuperação de Óleo de cozinha

Jogá-lo pelo ralo, vaso sanitário, bueiros ou guias de calçada pode trazer danos irreparáveis ao meio ambiente. O descarte incorreto na pia pode provocar o entupimento dos encanamentos das residências e acúmulo de gordura na caixa de gordura, responsável pelo armazenamento do resíduo. O óleo descartado que passou pelos encanamentos e não ficou retido, chega às redes que coletam o esgoto doméstico.

Há dois caminhos possíveis de serem percorridos, para o rio ou mar ou então para uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Lá, é preciso que o óleo misturado com água e outros resíduos passe por uma rede coletora - nesta passagem é que o óleo obstrui o fluxo de esgoto que iria para a ETE. Descartando indevidamente, você não só prejudica a estrutura do seu encanamento como também pode causar o refluxo do esgoto para outras residências.

Já o impacto causado pelo óleo que chega sem tratamento a um rio é a diminuição de oxigênio dissolvido na água, provocando a morte da fauna aquática. Um litro de óleo tem a capacidade de poluir cerca de um milhão de litros de água.

Como devemos proceder:

- Armazene e leve a um posto de coleta

Coloque a sobra da fritura em uma garrafa PET limpa e entregue em um posto de coleta para que seja reciclado corretamente. Lembre-se de fechar bem as garrafas, para que evite vazamentos e fora do alcance de crianças e animais de estimação. Confira os postos que aceitam o descarte do produto em Santos.

 

– Transforme-o em sabão caseiro

Você mesmo pode dar um novo destino ao óleo de cozinha.

A receita é simples e pode ser feita em casa:

Materiais: 5 litros de óleo de cozinha usado, 2 litros de água, 200 mililitros de amaciante, 1 quilo de soda cáustica em escama.

Preparo: coloque cuidadosamente a soda em escamas no fundo de um balde e acrescente a água fervendo. Mexa até diluir todas as escamas da soda e depois adicione o óleo e mexa. Em seguida, adicione o amaciante e mexa novamente. Jogue a mistura numa fôrma e espere secar. Corte o sabão em barras.

 

O óleo também pode ser utilizado para produção de biodiesel, tintas a óleo, massa de vidraceiro e outros produtos. Isso preserva matéria-prima, incentiva a reciclagem e evita que mais litros de óleo sejam descartados de maneira incorreta.

 

Recuperação de lâmpadas

Ainda que as lâmpadas fluorescentes sejam práticas, duráveis e consumam até 90% menos de energia elétrica para produzirem a mesma luminosidade, no interior delas há um componente químico tóxico e pesado, o mercúrio.

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o valor máximo de mercúrio que pode estar concentrado em uma unidade é de 100 miligramas de mercúrio por quilo do resíduo. O contato com a substância em níveis mais altos pode gerar sérios problemas à saúde, principalmente se for inalada, o que pode causar problemas neurológicos e até hidragirismo (intoxicação que causa tosse, dispnéia, dores no peito e outros problemas mais graves).

O meio ambiente também sofre consequências nefastas com o despejo inadequado, podendo causar chuvas contaminadas, como também ser absorvidos por microorganismos, tornando-o orgânico em vez de metálico. Ao ingeri-los, animais aquáticos e plantas podem reter o mercúrio e assim contaminar o meio ambiente sem que exista chance de erradicação.

Caso a lâmpada quebre é necessário tomar algumas medidas:

- Retire crianças e animais do local. É fundamental que ninguém tenha contato direto com o material

- Ventile o ambiente. Abra janelas e portas o quanto antes

- Para a limpeza use luvas e papel toalha umedecido para limpar todos os resíduos

- Caso o mercúrio tenha tido contato com roupas de cama ou outro material que tenha contato direto com o corpo, descarte a peça. Mesmo após a lavagem a peça permanecera contaminada

- Se você se cortar com os cacos de vidro, procure atendimento médico o quanto antes

 

Sobre o descarte adequado, de acordo com a Lei Complementar Municipal 779, de 5 de setembro de 2012, os estabelecimentos que comercializam esse produto no município são obrigados a oferecer caixas próprias para coleta e dar a destinação final do material junto aos fornecedores.

 

 

Recuperação de eletroeletrônicos

O Brasil é um dos líderes no descarte de resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos (REEE) – segundo informações da ONU, uma cidade como São Paulo produz cerca de 5,5 mil toneladas de resíduos eletrônicos por ano. Estima-se que apenas 4% desse material seja descartado devidamente em nosso país.

Estes resíduos são compostos de metais pesados e tóxicos, como mercúrio, cádmio, berílio e chumbo, além de outros compostos químicos como os BFRs (Brominated Flame Retardants) – somente o celular contém 43 elementos químicos da tabela periódica – o que constitui um risco para o meio ambiente quando descartados de forma inadequada. O resultado pode ser a contaminação de lençóis freáticos quando em contato com o solo, além da possibilidade de liberação toxinas perigosas, caso sejam incinerados. Outro ponto de atenção são as graves doenças que pessoas que trabalham coletando lixo nos lixões ou mesmo nas ruas e terrenos baldios estão expostas.

O que fazer?

Caso você tenha adquirido um equipamento novo ou apenas por estar obsoleto, uma possibilidade é doá-lo para instituições que realizam o trabalho de remanufatura. Lá é promovido um prolongamento da vida útil do aparelho, tornando-o novamente eficiente. A iniciativa por vezes viabiliza negócios sociais que tenham como foco a inclusão digital ou cursos de profissionalização.

Confira aqui a lista de locais em Santos que recebem os REEE, incluindo pilhas e baterias.

 

Recuperação de cartuchos

Antes das nossas dicas, cabe questionar: tudo o que foi impresso era necessário?

Aqui temos dois impactos ambientais possíveis, o uso excessivo de papel e os cartuchos de tinta que são descartados ao longo do tempo, e sobre eles que será a nossa abordagem. Tanto os de tinta, quanto o toner são feitos de plástico, no entanto, segundo um artigo publicado na Unicamp, o pó contido no toner é constituído de uma mistura de carbono com estireno, acrilato, resina de poliéster e outros polímeros. Estes componentes quando incinerados ou descartados de forma inadequada liberam polímeros, metais e até gás metano, agredindo o meio ambiente e contribuindo para o efeito estufa.

Para minimizar esses efeitos podemos tomar as seguintes atitudes:

Recarregue seu cartucho de tinta. Feito de forma correta e por empresas que prezam pela qualidade e idoneidade dos serviços, a recarga poderá ser realizada diversas vezes.

Empresas como HP, Samsumg e Epson possuem sistemas de coleta do material, a partir de agendamento. Procure juntar cerca de 5 cartuchos, é a quantidade mínima que os fabricantes costumam aceitar para a retirada, no caso de empresas, muitas vezes é requerido que juntem até 30 toners vazios.

Aconselhamos que o local de armazenamento esteja livre de umidade ou temperaturas altas e, preferencialmente, dentro de recipientes para evitar vazamento.

Também é possível fazer a reciclagem retornando os recipientes para lojas especializadas ou destinando na coleta seletiva. O coletor adequado é o vermelho, para materiais plásticos.

 

Recuperação e encaminhamento de doação de móveis

Sofás, camas, armários e outros móveis são frequentemente encontrados jogados em vias públicas, canais, mangues e até nas praias. O descarte irregular acumula sujeira e obstrui bocas de lobo e galerias pluviais, sem falar que pode servir como abrigo para roedores e insetos.

Esta atividade irregular pode gerar multas, que dobram de valor caso o munícipe seja reincidente.

Antes de descartá-los, já pensou na possibilidade de pintar os móveis antigos para que pareçam novos ou então restaurá-los? Ou mesmo trocar a capa dos estofados?

Listamos abaixo alguns links com dicas de reaproveitamento de móveis e outros materiais que pareciam não ter mais utilidade:

https://br.pinterest.com/explore/m%C3%B3veis-reaproveitados/?lp=true

https://minhacasaminhacara.com.br/tag/reaproveitamento/

https://claudia.abril.com.br/sua-vida/nada-se-perde-tudo-se-recria-aprenda-a-reutilizar-seus-moveis-antigos/

http://delas.ig.com.br/casa/decoracao/2014-08-15/moveis-e-objetos-reaproveitados-ajudam-a-decorar-sem-gastar-muito.html

 

Caso você realmente opte por se desfazer, confira aqui uma lista de instituições que aceitam a doação de móveis ou então, entre em contato com a Prefeitura de Santos, que oferece o serviço de Cata-Treco, que recolhe os materiais após agendamento, de segunda a sábado

Agendamento do Cata-Treco: 0800-7708770

 

Recuperação e encaminhamento de doações de roupas/ tecidos

Quando fazemos a arrumação dos armários e selecionamos as roupas que ficam e as que vão, normalmente encaminhamos peças para doação (confira aqui alguns locais que aceitam doações em Santos) ou então, para aquelas que não apresentam boas condições de uso, acabamos por descartar ou usando como pano para limpeza.

No entanto, podemos propor soluções melhores. Muitos tecidos possuem em sua composição resíduos químicos decorrentes de processos de coloração e aplicação de texturas. Este material, caso não seja descartado corretamente, pode contaminar tanto o solo, quanto lençóis freáticos. Portanto, vamos reaproveitá-lo.

  1. Diversas peças de roupa podem ser cortadas em retalhos, que, unidos, formarão um patchwork, a ser usado como colcha, manta para sofá, jogo americano ou tapete;
  2. Um papelão pode ser envolvido no tecido de uma antiga blusa ou saia para criar um apoio de panela;
  3. Um pedaço de uma peça de roupa pode ser colocado em uma moldura transformando-se em um belo quadro ou painel de recados;
  4. Um abajur pode ficar novinho se tiver sua cúpula reformada com o tecido de uma ou várias roupas antigas;
  5. Peças de roupa a princípio inutilizáveis podem se transformar no enchimento e cobertura de um pufe, uma almofada ou um boneco infantil;
  6. Cabides podem ser encapados com amarrações de tiras de tecidos de roupas antigas, ficando mais bonitos e antiderrapantes;
  7. Porta trecos, porta retratos e capas de cadernos ou agendas com auxílio de cola, podem ser revestidos com as roupas sem uso, ganhando um novo estilo;
  8. Mangas de blusas, principalmente as de lã, podem ser costuradas para se transformarem em capas para celular;
  9. Ecobags, bolsas de diversos tamanhos, nécessaires e porta documentos, podem ser feitas com os tecidos das roupas que não poderão ser doadas;
  10. Diversas tiras de antigas blusas de malha podem ser amarradas e trançadas de modo a compor um cachecol ou colar.

Reciclar peças antigas também é uma maneira de economizar, além de possuir peças exclusivas.

Educação Ambiental

Levar informação e conscientizar sobre a importância da ação

Conscientizar a sociedade é partir do princípio de que todos os recursos são finitos, e isso requer cuidados desde já. Trata-se de uma iniciativa que além de atuar diretamente em prol do meio ambiente da cidade, busca incentivar a população, através da educação ambiental, a ter ações mais conscientes e duradouras, que tragam resultados positivos para todos.

O que e como vamos fazer?

  • Material educativo, informações e notícias disponíveis no website do projeto;
  • Produção de conteúdos e vídeos;
  • Desenvolvimento de atividades lúdicas e educativas em parceria com diversas entidades e espaços da cidade (escolas, cooperativas etc); 
  • Oficinas de compostagem e produção de hortas domésticas e orgânicas;
  • Disseminação do conceito da Sustentabilidade em todas as suas dimensões (Ambiental, Econômica e Social).

Paralelamente ao trabalho realizado nos condomínios, o projeto vai oferecer programas de educação ambiental gratuitos para o público interessado, através de um calendário de palestras e eventos na Estação da Cidadania, sede da ONG CONCIDADANIA e aqui no portal.